Somos farinha do mesmo saco. Eu, que agora peguei o costume de beijar sua mão, sei bem que não somos mais desconhecidos que se cumprimentam com um olá. Toda palavra que sai de você parece mais um adeus. Eu fecho os olhos e seu rosto já não se esconde sob minhas pálpebras. Seu coração nunca mais bateu na entonação do meu nome. Já não há vitória, não há nada. Nem guerra. Agora a nossa paz não mais combina, só isso. Não parece tão ruim. Sem luta, sem alguém ferido. O amor morre calado, como quem tem medo de despertar a ira dos deuses, sem agonia, sem dor, sem pedido de socorro. Carrego comigo as lembranças que você deixou. E que você não me carregue, só para garantir. Nem dois em um, nenhum para dois. Cada um com seu cada um.
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Putarias serram apagadas :D