Tenho essa mania torta de ficar lendo repetidas vezes tudo aquilo que escrevi. Seja uma frase perdida em uma folha solta no caderno, ou todos aqueles textos que brotaram diretamente do meu coração. Digo, escrevo apenas aquilo que sinto. E é divertido poder ler a mim mesmo em um dia do passado.Meus rabiscos não passavam de uma caligrafia cheia de garranchos que narravam o período passado no colégio, e os momentos em família. Com o passar dos anos, fui crescendo não apenas em aspectos físicos, mas cresci também em todas as minhas palavras. Estes garranchos que me permitiam conhecer um pouco mais de mim mesmo, e por para fora o mundo que se escondia aqui dentro. Já não havia mais horários para escrever, bastava sentir algo diferente e as palavras jorravam. Títulos nunca foram o meu forte. Nunca consegui simplificar a minha confusão em apenas uma única palavra. Mais precisamente, nunca consegui simplificar a extensão dos meus textos em apenas um único termo. Gosto de palavras aleatórias, assim como gosto mais dos dias em que escrevo textos que se perdem no meio do caminho, e fogem para campos diversos. Variando da tristeza para uma repentina felicidade. Correndo da saudade a caminho da construção do meu futuro. Assim, como uma criança que brinca com seu brinquedo favorito, eu brinco com as minhas palavras. Encontro-me, perco-me, desvendo-me. *-*
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Putarias serram apagadas :D