A gramática do amor I
Era uma vez o começo do final de um relacionamento aberto. Ele evitava as perguntas, ela perseguia as respostas. Acontece que ela nunca tivera a coragem de colocar, de fato, os pontos de interrogação no final das frases. E de tanto engolir as vírgulas, resolveu colocar um ponto final no relacionamento, que de tão aberto, se fez finito. O triste da história é que ela gostava dele, mas não queria vê-lo nos braços de outras. Não gostava de imaginar os lábios das outras tocando a boca de seu amado. Ele, por sua vez, amava-a, mas de um jeito covarde: abria o relacionamento por falta de coragem de fechar os braços somente em torno dela. E quando a covardia e a falta de coragem se apaixonam, a gramática se faz presente, impondo interrogações invisíveis e disfarçando exclamações aparentes.
ps: essa historia é baseada na vida de uma grande amiga.
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Putarias serram apagadas :D